“… sempre pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir, sempre à espera de ..”

The end. Afinal nunca fui “ninguém”.

Este blog vai acabar aqui.

Foi tudo em vão.

Acabou-se.

Só restam a dor e as lembranças.

E a tristeza de nunca nunca ter sido …afinal nunca fui “alguém”

Tudo em vão.

 

 

Sinto-te…

O que para uns são migalhas, perfeitamente dispensáveis, por vezes até lixo…

Para outros significam muito, senão muito, significam sempre algo…

 

Saudades….

 

Deveriam ser como um rodilho de limpar o chão…

Deveriam poder torcer-se até que nada saísse.

Matas-me…

A vida brinca comigo. Ou Deus.

Ou não sei.

Tento. Tento de todas as maneiras que sei e conheço, fugir-te.

Fugir-me.

Uma delas é perder-me noutros braços. Desesperadamente.

Corpos sem sabor…

 

As tuas mesmas palavras, as tuas!

O mundo parou..o vazio instalou-se, nada mexe…

Abro os olhos e tento perceber…onde estás?

És tu?

Voltas-te?

Quem é este? Onde estou eu?

Mentalmente disse o teu nome…

E fiz amor contigo.

 

Deus….

somewhere i have never travelled…

somewhere i have never travelled,gladly beyond
any experience,your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near

your slightest look easily will unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully,mysteriously) her first rose

or if your wish be to close me,i and
my life will shut very beautifully, suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;

nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility: whose texture
compels me with the color of its countries,
rendering death and forever with each breathing

(i do not know what it is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody,not even the rain, has such small hands

(e.e. cummings)

FICA MUITO BEM

Comecei este blog numa tentativa desesperada de obter algum tipo de alívio. Dizem que quando se põem para fora sentimentos e dúvidas, há um efeito catárquico.

Talvez porque sei que há pessoas a lê-lo, umas anónimas, outras nem por isso, sei lá, não consigo nem pôr para fora tudo o que me vai na alma…e nem consigo obter o mínimo alivio.

Estranhamente tem acontecido que até a vontade de escrever desapareceu.

 

Quando estamos numa fase de sofrimento emocional grande, das duas uma: ou o resolvemos da melhor maneira que sabemos, (que não é o caso) ou então, fingimos simplesmente que ele não existe.

 

Tenho feito de conta que não existe para tentar que a vida flua… é impossível viver sempre à espera, sempre suspensa como se isso fosse uma forma “normal” de viver.

O descaso, o esquecimento, o silencio são sempre sinónimo de alguma coisa. Essa “coisa” não será muito difícil de adivinhar. Terá a ver com tudo menos com “desejo”, “tesão” e muito menos com a “SAUDADE”. Pois! E muito menos também com o “TEMPO” ou a falta dele.

 

Durante uns tempos quero afastar-me disto, e de ti..

È absolutamente necessário para a minha sanidade mental e também para que (talvez) perceba, e te perceba.

Fica muito bem.

 

GiViNg Up

never-give-up.jpgCompletamente saturada e livre para fazer o que bem me apetece…talvez aceite algumas sugestões que me têm sido propostas…pensar em mim primeiro do que em ti…Espero por quê e por quem?Não vale a pena pensar e esperar por migalhas.  Por muito que digas o contrário.Por muito que me queiras, não me queres.

It’s been…what? almost a month?

I’m Going Slightly Mad

Não consigo pôr em palavras absolutamente nada, esta música ecoa constantemente na minha mente…

Enjoy (the silence)

O meu espelho.

cansaco.jpg

De hora a hora, e por vezes de minuto em minuto pensamentos e sentimentos variam.Alternam entre o vazio e o mal-estar, o conforto e o amparo.

Do amor ao ódio.

Da solidão à companhia.

Da calma à ansiedade.

Da quietude à insegurança.

Do gozo à tortura. 

Canso-me.

Não sei no que acredito. Não sei como aqui cheguei ou me deixei chegar.Sinto que caí num buraco fundo, numa fossa oceânica gigantesca onde a escuridão impera e onde, raramente, alguns poucos raios de luz momentâneos, surgem na esperança, que um dia, talvez, alguém me dê a mão e me salve. 

Há muito que andava só. Pensava e estava já acostumada a que seria terrivelmente difícil encontrar um “espelho” onde me visse e que me reflectisse.

Nem lhe sentia a falta.Encontrá-lo e reconhecer-me, fazerem-me crer que é meu, e no entanto, não ser…é das piores agonias. 

Há coisas, que nem mesmo aqui, me atrevo a falar.